Protestos voltaram a tomar as ruas da França neste sábado, 7, com atos em Paris e em outras cidades para pressionar o presidente Emmanuel Macron. O país vive uma onda de insatisfação desde setembro, ligada a educação, salários e perda do poder de compra.
Marcha autorizada em Paris junta atos em várias cidades
Em Paris, uma marcha foi autorizada para começar às 14h (10h, no horário de Brasília). Ela saiu da Praça da República e terminou na Praça da Nação.
Outros protestos espontâneos ocorreram em diferentes localidades. Marselha, no sul, Bordéus, no sudoeste, e Lille, no norte, também tiveram atos.
Estimativa de 60 mil na capital e 70 mil policiais por medo de violência
As autoridades francesas estimaram cerca de 60 mil manifestantes em Paris e até 170 mil pessoas no país. A polícia mobilizou cerca de 70 mil agentes na capital para evitar episódios de violência, saques e depredações como os registrados no dia 17 de outubro.
Segundo a AFP, o clima era festivo e as autoridades constataram uma mobilização “claramente em queda”. O movimento dos Coletes Amarelos protestou separadamente, concentrando-se na Praça da Concórdia, perto da Assembleia Nacional e do Palácio do Eliseu.
Governo marca reuniões e estudantes seguem como alvo das reivindicações
Parte das manifestações começou com estudantes do ensino médio e depois chegou a movimentos sindicais e outras parcelas da população. As reivindicações incluem falta de investimentos na educação pública e aumento do custo de vida.
O governo convocou reuniões para a próxima semana com sindicatos, representantes patronais e organizações estudantis para discutir as reivindicações. Na última quinta-feira, 5, entre 575 mil e 1,6 milhão de pessoas foram às ruas para pedir melhores salários e aumento do poder de compra.
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