Goiás anuncia pacote para simplificar e-commerce e ampliar atuação da Shopee

Goiás anunciou um pacote para modernizar o comércio eletrônico e ampliar a atuação da Shopee, com expectativa de gerar até 3 mil empregos em cinco anos. A apresentação aconteceu nesta quarta-feira (22) pelo governador Daniel Vilela.

Medidas buscam modernizar regras e ampliar a logística no estado

O governo de Goiás informou que as ações fazem parte da estratégia de atrair investimentos e fortalecer a economia digital. Entre as iniciativas estão mudanças nas regras do comércio eletrônico e a expansão da infraestrutura logística no estado.

Daniel Vilela disse que o pacote representa avanço na modernização da máquina tributária estadual e no ambiente de negócios. Ele também citou o objetivo de estimular o empreendedorismo e alternativas de renda ligadas ao e-commerce.

Decreto muda regras de inscrição estadual e memorando amplia centros da Shopee

Uma das medidas altera o Decreto nº 4.852, de 29 de dezembro de 1997. Com a mudança, empresas de outros estados que usam centros de distribuição em Goiás deixam de ser obrigadas a ter inscrição estadual.

O governo informou que a alteração reduz custos operacionais e obrigações acessórias, especialmente para empresas enquadradas no Simples Nacional. Vilela afirmou que a exigência de inscrição para fornecedores que enviam produtos para armazenamento e distribuição deixa de ser necessária.

Outro ponto do pacote envolve memorando de entendimento entre o governo e a Shopee. O acordo prevê implantação de um centro de fulfillment para armazenar produtos de vendedores parceiros e expansão dos centros de distribuição a partir de 2028, com expectativa de gerar cerca de 3 mil empregos nos próximos cinco anos.

Impacto para entregas e centros no estado entra na agenda após 2028

A head de relações governamentais da Shopee, Luciana Hachmann, afirmou que a ampliação da operação deve resultar em entregas mais rápidas para consumidores em Goiás. A empresa disse que atua no estado desde 2024 e mantém expansão contínua.

O governo registrou que a mudança nas regras citadas não altera critérios de partilha do ICMS e nem mecanismos de fiscalização. O texto afirma que o estado continua recebendo normalmente o Diferencial de Alíquota (Difal), já que vendas do e-commerce são tratadas como interestaduais.

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