O Hamas anunciou que aceitou um acordo para acabar com a guerra em Gaza. O acordo fala em desarmamento do grupo e em retirada gradual das tropas de Israel do enclave.
Acordo prevê desarmamento e retirada gradual em Gaza, mas Israel ainda não respondeu
O acordo foi anunciado na noite de quinta-feira 30 pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Israel ainda não reagiu oficialmente ao documento.
Trump chama de “acordo HISTÓRICO” e Conselho da Paz afirma que Hamas aceitou um mapa
Trump divulgou o acordo na Truth Social e descreveu como “um acordo HISTÓRICO” e “um passo monumental rumo a uma PAZ e SEGURANÇA duradouras”.
O Conselho da Paz de Trump, criado para supervisionar o cessar-fogo em Gaza, confirmou em publicação no X que o Hamas “aceitou um mapa do caminho detalhado para implementar as próximas fases do cessar-fogo em Gaza”.
Segundo Trump, após o desarmamento do Hamas, “as forças israelenses vão se retirar” e a Força Internacional de Estabilização (ISF) vai atuar com uma nova força policial palestina para assumir a responsabilidade sobre Gaza.
Hamas condiciona entrega das armas e fala em transição com órgão palestino na disputa
Ghazi Hamad, um dos negociadores do Hamas, disse à Reuters que o grupo faz “concessões pelo bem do nosso povo na Faixa de Gaza” para “salvá-lo da morte e do deslocamento”.
Hamad afirmou que Israel não vai interferir no desarmamento e que a tarefa ficará com o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG). Ele também exigiu que o governo israelense aprove rápido o acordo e condicionou a entrega das armas à retirada do Exército de Israel de Gaza, onde os militares controlam mais de 60% do território.
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