Maximilien de Hoop Cartier, herdeiro da Cartier, foi condenado a oito anos de prisão nos Estados Unidos. A Justiça chegou à decisão depois de investigação do FBI sobre um esquema ligado a lavagem de dinheiro com criptomoedas.
FBI cita corretora sem licença e lavagem internacional de dinheiro
As autoridades dizem que Cartier operava uma corretora de criptomoedas sem licença.
O grupo teria movimentado mais de 470 milhões de dólares, valor ligado ao tráfico de drogas.
Operação “Célula Cartier” começou em pelo menos 2018 e usou empresas de fachada
O esquema, apelidado de “Célula Cartier”, remonta pelo menos a 2018.
Segundo a investigação, empresas de fachada registradas nos EUA simulavam serviços de tecnologia para dar aparência legal às transações.
Os valores foram convertidos de criptomoedas em dinheiro tradicional e enviados principalmente para a Colômbia. Para evitar suspeitas, Cartier usou contratos falsos e dividiu as operações financeiras.
Apreensão em 2021 e confisco de dólares e contas bancárias
O caso ganhou força após uma operação secreta em 2021, quando agentes apreenderam cerca de 940 mil dólares ligados ao esquema.
Mesmo assim, o herdeiro tentou recuperar parte do valor com documentos falsificados às autoridades. A Justiça também determinou o confisco de cerca de 2,36 milhões de dólares e de contas bancárias associadas às empresas usadas na fraude.
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