O navio russo Ursa Major afundou no Mar Mediterrâneo em dezembro de 2024 com componentes de dois reatores nucleares a bordo, aponta um documento obtido pela AFP. A embarcação tinha a bordo pelo menos 16 pessoas e naufragou a cerca de 110 quilômetros ao sul de Cartagena, na Espanha.
Afundamento no Mediterrâneo liga Ursa Major a tecnologia nuclear e sanções dos EUA
De acordo com o documento, o Ursa Major carregava “componentes de dois reatores nucleares”. A investigação relaciona a embarcação a um alvo de sanções americanas.
O naufrágio ocorreu em águas internacionais, perto do litoral espanhol, a cerca de 110 quilômetros ao sul de Cartagena. O caso chama atenção porque envolve peças ligadas a reatores usados em submarinos, segundo o relato.
Carta do governo espanhol cita confissão do capitão e reatores sem combustível nuclear
Uma carta do governo espanhol, datada de 23 de fevereiro de 2026, foi enviada após perguntas do Congresso espanhol feitas no mês anterior. No texto, o governo aponta que o capitão “acabou confessando” que o cargueiro levava “componentes de dois reatores nucleares semelhantes aos utilizados por submarinos”.
Segundo a carta, os reatores “não continham combustível nuclear”. A bordo, havia ao menos 16 pessoas, incluindo dois marinheiros que nunca foram encontrados.
Sinais sísmicos perto de Cartagena e rota atribuída a possível entrega à Coreia do Norte
O Instituto Geográfico Nacional informou à AFP que detectou “quatro sinais sísmicos que poderiam corresponder a explosões submarinas” perto de Cartagena no dia do incidente. O instituto citou explosões semelhantes às realizadas em terra, em pedreiras, ou as feitas por mergulhadores militares em testes de medidas antiminas.
A emissora CNN disse que a carga seria destinada à Coreia do Norte. Na versão oficial, o navio seguia para Vladivostok, no extremo oriente da Rússia.
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