O Irã atacou alvos militares dos Estados Unidos no Oriente Médio nesta segunda-feira, 31, como retaliação aos bombardeios americanos contra uma ilha no Estreito de Ormuz. A troca de disparos ocorre como a primeira entre os dois países em um mês e recoloca o conflito no centro da região.
Estreito de Ormuz segue fechado e EUA mantêm bloqueio naval
Seis meses depois do início do conflito, Teerã mantém o Estreito de Ormuz fechado. Os Estados Unidos seguem com um bloqueio naval dos portos iranianos.
Na semana passada, o governo Donald Trump havia sugerido trocar ação militar por pressão econômica. No domingo 30, forças americanas atacaram lançadores de foguetes iranianos na pequena ilha de Larak.
Guarda Revolucionária diz que lançou mísseis na Jordânia e TV estatal fala em drones
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou ter lançado mísseis balísticos contra duas bases aéreas militares americanas na Jordânia. A divulgação iraniana diz que os ataques teriam causado “graves danos”.
A TV estatal informou que militares americanos foram atacados com “dezenas de drones” em uma base aérea nos Emirados Árabes Unidos. O Exército jordaniano afirmou que interceptou oito mísseis, sem dizer de onde eles vinham.
Pezeshkian fala em resposta aos agressores e viaja ao Quirguistão
Em comunicado citado pela televisão estatal, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse: “Não buscamos a guerra, mas daremos uma resposta contundente aos agressores”.
O governo americano afirmou que o ataque de domingo 30 buscava impedir que o Irã instalasse mais minas marítimas em Ormuz. Nesta segunda-feira, Pezeshkian viajou ao Quirguistão para uma cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), ao lado de Vladimir Putin e Xi Jinping.
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