Bita Hemmati foi condenada à morte no Irã por participação em atos violentos durante protestos no começo do ano. A decisão coloca pressão sobre Donald Trump, em meio a negociações e ao bloqueio do Estreito de Ormuz.
Condenação de Bita Hemmati vira teste para Trump em meio a negociações
A sentença de morte contra Bita Hemmati ocorre depois de Donald Trump ter impedido, antes da guerra, a execução do jovem comerciante Erfan Soltani.
Agora, as complicações do cenário atual tiram o poder de intimidação que Trump exercia antes.
Acusação cita armas, explosivos e risco à segurança nacional
Bita e o marido, além de mais dois conhecidos, foram acusados de usar armas e explosivos, jogar blocos de concreto e prejudicar a segurança nacional em “atos operacionais para o governo inimigo dos Estados Unidos”.
Durante a primeira etapa da guerra, mesmo com o país sob bombardeio, houve execuções, como parte de uma tentativa do regime de manter a rotina.
Em janeiro, a onda de protestos impactou a leitura sobre o que poderia acontecer com multidões, mas o cenário seguiu com execuções e aumento do clima de medo.
Bloqueio no Estreito de Ormuz e negociações sobre armas nucleares entram no jogo
Trump aumentou a pressão econômica ao bloquear a saída de navios iranianos pelo Estreito de Ormuz, afetando uma economia já combalida.
Ao mesmo tempo, ele tenta oferecer vantagens ligadas ao que foi chamado de “pacote Tiffany”, incluindo o levantamento das sanções, enquanto o vice-presidente JD Vance afirmou: “Ele não quer fazer um pequeno acordo. Quer um negócio grande”.
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