O Irã ameaçou obstruir a navegação e as exportações de petróleo para além do Estreito de Ormuz caso os Estados Unidos não suspendam o bloqueio naval a portos e navios do país. A ameaça veio depois que o Centcom, comando do Pentágono para o Oriente Médio, disse que o cerco foi “plenamente aplicado”.
Ameaça do Irã atinge rotas marítimas além do Estreito de Ormuz
As Forças Armadas iranianas avisaram que podem interromper a navegação também em outras áreas. O comunicado cita o Golfo Pérsico, o Golfo de Omã e o Mar Vermelho.
O Irã não tem acesso territorial ao Mar Vermelho. Mesmo assim, o texto lembra que aliados do Irã, os rebeldes hutis do Iêmen, já causaram impactos na região com ataques aéreos durante a guerra em Gaza.
Centcom diz que interrompeu comércio marítimo; Irã fala em “prelúdio” de quebra do cessar-fogo
Na noite de terça, o Centcom anunciou que o cerco foi “plenamente aplicado”. Os militares americanos disseram que “interromperam completamente o comércio econômico que entra e sai do Irã pelo mar”.
Em resposta, o major-general Ali Abdollahi disse que, se o bloqueio “gerar insegurança para os navios mercantes e petroleiros iranianos”, isso significará “o prelúdio” de uma violação do cessar-fogo, em vigor desde 8 de abril.
Abdollahi também declarou que as Forças Armadas “não permitirão que quaisquer exportações ou importações continuem no Golfo Pérsico, no Mar de Omã ou no Mar Vermelho”. A ameaça foi divulgada em comunicado da televisão estatal.
Negociações com EUA e planos do Paquistão ganham força com o bloqueio
Enquanto isso, o texto diz que o presidente americano abriu a porta para o reinício das negociações de paz com o Irã “nos próximos dois dias”, após o fracasso da primeira rodada no fim de semana passado.
Duas fontes do governo do Paquistão afirmaram à AFP que Islamabad tenta convencer Washington e Teerã a retomar o diálogo. O primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif iniciou uma viagem diplomática de quatro dias por Arábia Saudita, Catar e Turquia.
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