O Knesset, o Parlamento de Israel, foi dissolvido nesta sexta-feira, 17, depois de aprovar projetos de lei ligados ao premiê Benjamin Netanyahu. As eleições legislativas ficam marcadas para 27 de outubro e trazem impacto direto no cenário político do país.
Dissolução do Knesset ocorre após votação de leis apoiadas por Netanyahu
A dissolução do Parlamento foi aprovada por 62 dos 120 deputados.
Mesmo com a dissolução, o Parlamento pode continuar funcionando por cerca de dez dias por causa de um projeto que oficializa a data da eleição. A assessora jurídica do Knesset, Sagit Afik, informou que o texto foi devolvido a uma comissão para ajustes.
Três propostas mudam regras sobre procurador-geral, serviço militar e mídia
Antes do encerramento dos trabalhos, a coalizão governista aprovou uma lei que reduz os poderes do procurador-geral.
Os deputados também aprovaram uma proposta que proíbe a prisão de homens ultraortodoxos que não cumprirem o serviço militar obrigatório. Esse trecho foi posteriormente suspenso pela Suprema Corte de Israel.
Outra medida aprovada amplia o controle do governo sobre os meios de comunicação.
Eleições de 27 de outubro serão a primeira desde o início da guerra em Gaza
O Knesset anunciou no domingo que as eleições nacionais acontecerão em 27 de outubro. O pleito será a primeira ida às urnas desde o início da guerra em Gaza, em 7 de outubro de 2023, após ataques do Hamas.
Na disputa, o principal adversário de Netanyahu é o ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Gadi Eisenkot, apontado como favorito da oposição. O texto também cita que, em pesquisa da Canal 12 divulgada em março, 70% da população não confia no governo Netanyahu e 51% dos eleitores da coalizão dizem acreditar na administração atual.
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