O Itamaraty reagiu na quarta-feira, 8, à trégua frágil entre Estados Unidos, Israel e Irã. A resposta do Brasil entra no meio de impasses e atritos ligados ao cessar-fogo e às negociações.
Brasil cobra negociações sem ações militares na trégua entre EUA, Israel e Irã
O Ministério das Relações Exteriores brasileiro disse ter satisfação com a perspectiva de negociações para estabelecimento de acordo de paz abrangente. O Itamaraty pediu que todas as partes não se engajem em ações de natureza militar ou retórica.
Segundo o texto brasileiro, o momento de tensão envolve discordância sobre a continuidade de ataques e sobre regras do cessar-fogo. O Irã afirma que ataques israelenses ao Líbano violam o acordo, enquanto Benjamin Netanyahu rejeita essa visão.
Trump cita base viável para negociar e Pezeshkian fala em princípios gerais, com ruídos
Donald Trump declarou que a proposta iraniana de dez pontos é uma “base viável para negociar”. Masoud Pezeshkian afirmou que esses pontos são “princípios gerais” que permitem a continuidade das tratativas.
A Casa Branca sugeriu que o plano discutido por ela diverge da versão divulgada publicamente pelo regime dos aiatolás. Também houve críticas diretas às ações contra a milícia pró-iraniana Hezbollah, que, para Pezeshkian, “sinalizam engano e descumprimento” e deixam as negociações “sem sentido”.
Itamaraty ressalta crise no Líbano e pede retirada das forças israelenses
O Itamaraty citou a importância de a cessação de hostilidades se estender ao Líbano. O governo brasileiro apontou grave crise humanitária, com centenas de mortes, incluindo de civis, e deslocamento forçado de parte da população.
Em comunicado divulgado poucas horas depois, o Brasil condenou os ataques israelenses na quarta-feira, que deixaram ao menos 254 mortos e 1.165 feridos. A pasta disse que o Brasil insta Israel a suspender imediatamente suas ações militares e a retirar todas as suas forças do território libanês.
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