O IVAR, índice da FGV para aluguéis residenciais, subiu 0,66% em julho. Com isso, a alta acumulada em 12 meses passou de 4,46% em junho para 5,08% em julho.
FGV aponta juros altos e procura maior por locação como base da alta
A Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) diz que a variação segue influenciada pela relação entre oferta e demanda.
A FGV cita juros elevados, crédito imobiliário mais restrito e mais procura por imóveis para locação.
Capitais sobem: Porto Alegre lidera e São Paulo volta a crescer após queda
Em julho, todas as capitais pesquisadas registraram alta nos aluguéis residenciais. Porto Alegre teve o maior avanço, com 1,14%, e Belo Horizonte subiu 0,62%. No Rio de Janeiro, a alta foi de 0,49%.
São Paulo reverteu a queda de 0,19% em junho e passou a registrar alta de 0,45% em julho.
Na comparação acumulada em 12 meses, todas as capitais analisadas aceleraram. Porto Alegre passou de 3,06% para 4,12%. Em Belo Horizonte, a taxa foi de 7,07% para 7,77%, e no Rio de Janeiro de 5,87% para 6,40%. Em São Paulo, houve aumento de 0,38% na variação acumulada em relação ao mês anterior.
Estoque do Minha Casa, Minha Vida cresce, mas efeito na locação deve ser gradual
A FGV destaca que o estoque habitacional ligado ao programa Minha Casa, Minha Vida cresceu 20,6% em 12 meses.
Como parte desses imóveis vai para quem compra morar no próprio local, a FGV aponta que o impacto na oferta de imóveis para locação deve acontecer de forma gradual. A próxima divulgação do IVAR, referente ao mês de agosto, está prevista para 8 de setembro de 2026.
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