Keiko Fujimori, candidata de direita, ampliou a liderança no segundo turno das eleições presidenciais do Peru e chegou a uma vantagem que não pode mais ser revertida com 99,85% das urnas apuradas. O duelo é contra Roberto Sánchez, deputado esquerdista.
Vantagem de Keiko cresce e aponta retorno do fujimorismo ao poder no Peru
A possível vitória de Keiko marca o retorno do fujimorismo ao poder após mais de duas décadas da queda de Alberto Fujimori, pai dela. Alberto governou de 1990 a 2000, deu um autogolpe, implantou um regime ditatorial e foi condenado por diversos crimes.
Alberto Fujimori morreu em 2024, aos 86 anos.
ONPE mostra diferença de pouco mais de 43 mil votos e limite de 39.300 votos restantes
Com 99,85% das urnas apuradas, Keiko Fujimori tinha 50,118% dos votos, enquanto Roberto Sánchez tinha 49,882%, segundo dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), autoridade eleitoral do Peru. Keiko tinha pouco mais de 43 mil votos de vantagem sobre Sánchez, com mais de 19 milhões de votos contabilizados.
A diferença não pode mais ser revertida porque restam 39.300 votos, que correspondem a 131 atas eleitorais.
Sánchez disse nesta terça-feira que não reconhece o resultado do segundo turno. Ele afirmou que houve manipulação e citou irregularidades nos votos depositados no exterior, além de não reconhecer o governo de Fujimori.
Quem é Keiko Fujimori e quais propostas aparecem na campanha dela
Keiko tem 51 anos e concorre à presidência pela quarta vez consecutiva. Ela se formou administradora nos Estados Unidos.
Entre as propostas citadas na campanha estão tirar o país da Corte Interamericana de Direitos Humanos, criar quatro megaprisões de segurança máxima e voltar os chamados “juízes sem rosto”.
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