O Museu do Louvre, em crise desde o roubo de joias do ano passado, “está no limite” e enfrenta “barreira de investimentos”, afirmou o presidente do museu nesta quarta-feira, 17.
O alerta foi feito por Christophe Leribault em uma comissão do Senado francês.
Presidente do Louvre fala ao Senado sobre “barreira de investimentos” e fim de ciclo em equipamentos
Christophe Leribault disse na comissão que o museu chegou ao limite, mesmo com o “empenho diário” das equipes.
Ele afirmou que equipamentos e infraestruturas “estão chegando ao fim de um ciclo” e que o Louvre vive uma “encruzilhada”.
Nomeado em fevereiro, Leribault assume missão de segurança e modernização após uma série de problemas
Christophe Leribault, historiador da arte e ex-presidente do Palácio de Versalhes, foi nomeado para comandar o Louvre em fevereiro deste ano pelo governo francês.
Segundo ele, “as urgências relativas ao edifício se acumulam” e o museu enfrenta uma “barreira de investimentos”.
A troca da presidência aconteceu após crises como o furto de peças avaliadas em mais de 100 milhões dólares (aproximadamente R$ 489 milhões), denúncias de fraude na venda de ingressos com funcionários e guias, paralisações de trabalhadores e problemas estruturais no prédio.
Casos de 2024 e 2025 incluem vazamento, fechamento de galeria e críticas na França
Em um ano passado, um vazamento provocado pelo rompimento de um cano atingiu uma ala com pinturas italianas dos séculos XV e XVI.
Em novembro, o Louvre fechou uma galeria com nove salas de cerâmica da Grécia Antiga por deterioração do edifício e preocupações estruturais.
Em maio, uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a proteção dos museus na França disse que o Louvre teria negligenciado a segurança por anos, antes do roubo de outubro de 2025.
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