Justiça argentina adverte Cristina Kirchner e pode rever prisão domiciliar por manifestações

A Justiça da Argentina avisou a ex-presidente Cristina Kirchner que pode revogar a prisão domiciliar por causa de atos de apoiadores em frente à casa dela. A advertência saiu nesta quarta-feira, 17, quando ela completou o primeiro de seus seis anos em prisão domiciliar por corrupção.

Juiz Rodrigo Giménez Uriburu cita “perturbar a tranquilidade” da vizinhança

A Justiça lembrou que pode cancelar a prisão domiciliar se Kirchner violar as regras do regime. O motivo citado foi a repercussão das manifestações de apoio recebidas fora da casa.

Na decisão, o juiz Rodrigo Giménez Uriburu mencionou “perturbar a tranquilidade da vizinhança”. Ele citou o lema “Cristina livre” usado no domingo 14, quando centenas de pessoas se reuniram em frente à residência.

Advertência também fala de bandeira ligando varanda e prédio vizinho

A Justiça ainda repreendeu Kirchner por uma suposta participação na instalação de uma bandeira. A faixa teria ligado a varanda dela, na rua San José, no segundo andar, a um edifício vizinho, com a frase “De San José à Rosada”.

Segundo detalhes do documento citados pela imprensa local, a atribuição é que ela teria colaborado com a fixação da bandeira. A acusação foi ligada ao local de onde ela costuma cumprimentar seus seguidores.

Kirchner foi condenada em 17 de julho de 2025 a seis anos de prisão e à inelegibilidade perpétua para cargos públicos. O caso envolve fraude na contratação de obras públicas durante seu mandato.

Manifestação marcada para sábado 20 e próxima decisão pode afetar o regime

Uma nova manifestação de apoio à ex-presidente está marcada para o próximo sábado, 20. O texto também diz que Kirchner segue como principal figura da oposição ao governo do presidente ultraliberal Javier Milei.

O documento também informa que a Câmara de Apelações rejeitou um pedido da defesa para evitar o confisco milionário de bens.

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