Lula faz campanha sem falar do desarranjo das contas públicas, e dívida preocupa para um novo mandato

Lula lançou a candidatura à reeleição na convenção do PT no domingo 2, mas evitou falar diretamente do desarranjo das contas públicas, apontado no texto como um dos maiores desafios do próximo presidente. Ao mesmo tempo, a dívida brasileira voltou a subir e pressiona a economia e o mercado.

Campanha do PT e do PL evita debate direto sobre ajuste fiscal

O texto diz que os candidatos sabem que o problema das contas públicas pesa no país.

Mesmo assim, a reportagem aponta que falar em corte de gastos, revisão de programas e ajustes não atrai votos.

Dívida chega a 82% do PIB e governo já elevou despesas no 3º mandato

Depois que Lula voltou ao Palácio do Planalto em 2023, a dívida saiu de 72% para 82% do PIB, segundo o texto, com nível mais baixo só do que os 88% vistos no período mais crítico da gestão de Jair Bolsonaro.

O Fundo Monetário Internacional é citado para apontar que a dívida do Brasil fica entre as quinze maiores do mundo em proporção para países de renda parecida e que a perspectiva é de piora. O próprio Tesouro Nacional, ainda no texto, projeta que a dívida pode atingir 87% do PIB em 2029.

O texto também destaca o arcabouço fiscal, criado por Fernando Haddad e ligado à regra de substituir o teto de gastos implantado por Michel Temer no fim de 2016. Com isso, as despesas federais aumentaram 22% nos últimos doze meses, chegando a 2,6 trilhões de reais.

Opções no discurso de oposição e promessas para reduzir despesas

Uma semana antes, na convenção do PL, Flávio Bolsonaro comentou um corte de 200 bilhões de reais nas despesas e disse que discute com a equipe um gatilho automático para quando a relação dívida/PIB alcançar “um determinado patamar”. Ele não explicou qual seria esse patamar.

O texto relata ainda que o ministro da Fazenda Dario Durigan afirmou que Lula vai reduzir o crescimento das despesas em um eventual quarto mandato.

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