Lula ajustou a própria postura na reta do segundo turno depois de perder a largada no primeiro. A campanha passou a apostar mais em ruas e redes sociais, num momento em que a disputa segue aberta.
Estratégia muda após liderança de Flávio Bolsonaro no primeiro turno
O presidente Lula vinha tratando sua atuação com otimismo e defendia que a queda de aprovação seria ligada à comunicação oficial.
Na campanha, ele também citava a rejeição do eleitorado, que reclamava dos rumos da economia mesmo com aumento de emprego e renda, e dizia que não podia se guiar pelas pesquisas.
Troca na comunicação, erros de cálculo e o “choque de realidade”
Lula substituiu o deputado Paulo Pimenta pelo marqueteiro Sidônio Palmeira na área de comunicação. Petistas acompanharam a linha de que havia uma “dissonância cognitiva” no eleitorado.
O texto também aponta dois erros de avaliação do petista: acreditar que seria fácil derrotar Flávio Bolsonaro e achar que bastaria focar em atos oficiais para vencer.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro ficou em primeiro lugar com vantagem de 2,2 milhões de votos ou 1,8 ponto percentual. O artigo cita que esse foi o menor índice na primeira etapa desde a redemocratização.
Campanha ganha força com manifestações e Lula leva a fala às ruas
Nas últimas semanas, a campanha de Lula ganhou “sopro de vida” com manifestações de rua e ofensiva nas redes sociais, com jovens e representantes da sociedade civil liderando a reação.
O presidente passou a fazer ajustes na postura e a trocar mais o palácio pelas ruas, entrando mais no universo digital, deixando de falar de feitos passados e reconhecendo na propaganda que pode e deve fazer mais. A apuração vai mostrar se ele conseguiu reagir a tempo.
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