Lulinha: PF cita acordo de não persecução penal de amigo para evitar prisão

Um dos inquéritos da Polícia Federal sobre o empresário ligado a Lulinha cita um acordo feito com o Ministério Público para ele não ir para a cadeia. A investigação mira contratos na Dataprev e no Ministério do Desenvolvimento Social.

PF apura ligações entre Cléber Ribas, Lulinha e contratos em áreas da Previdência

A Polícia Federal investiga as relações do empresário Cléber Ribas com o empresário Fábio Luís da Silva, o Lulinha.

O inquérito menciona a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e também o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

Dataprev, 3Structure e a lobista Roberta Luchsinger entram no radar; acordo foi em setembro de 2024

A 3Structure, empresa de Cléber Ribas, recebeu R$ 58 milhões em contratos com a União desde o início do governo Lula.

Mensagens em poder da Polícia Federal mostram que Cléber queria mais contratos na Dataprev e no Ministério do Desenvolvimento Social.

Para isso, o empresário contratou Roberta Luchsinger, apontada pela polícia como lobista com trânsito em Brasília e sócia oculta de Lulinha. Em setembro de 2024, ele assinou um acordo de não persecução penal com o Ministério Público para não ser preso.

Entre negociações e visitas, MP aponta pagamentos antigos e acordo inclui devolução e restrições

O Ministério Público afirma que, entre 2006 e 2010, o então presidente do Centro de Processamento de Dados do Estado de Mato Grosso (Cepromat), Adriano Niehues, pediu vantagem indevida da empresa Consist Software Solutions Inc e recebeu pagamentos que somaram R$ 218 mil. Esses valores teriam passado por Cléber Ribas.

No acordo de não persecução penal, Cléber Ribas se comprometeu a devolver dinheiro para uma entidade social, comunicar ao juízo qualquer mudança de endereço e a se abster de frequentar determinados lugares, como casa de prostituição e bares.

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