O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta quinta-feira, 3, que a Justiça americana rejeite acusações de tráfico de drogas. Ele disse que usa a imunidade de chefe de Estado para impedir o julgamento.
Maduro tenta travar caso nos EUA com argumento de imunidade
O pedido foi feito ao tribunal de Nova York responsável pelo caso. A defesa de Maduro argumentou que o tribunal não tem poder para julgar o líder deposto e Cilia Flores.
O advogado Alvin Hellerstein apresentou um documento com esse argumento. A defesa também citou que a imunidade de chefes de Estado soberanos é um princípio do direito internacional.
EUA não reconhecem Maduro desde 2019 e prazo vai até 2 de outubro
Os Estados Unidos não reconhecem Maduro como presidente venezuelano desde 2019. Washington também considerou fraudulentas as reeleições de 2018 e 2024.
Os promotores americanos têm até 2 de outubro para responder formalmente ao pedido de arquivamento. Uma audiência sobre o tema está marcada para 17 de novembro.
Maduro, 63 anos, e Cilia Flores estão presos em uma unidade no Brooklyn. Eles foram detidos após uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas e respondem a quatro acusações.
Detidos no Brooklyn após captura em 3 de janeiro; julgamento do casal começa em 1º de junho de 2027
O documento cita que as acusações incluem “narcoterrorismo”, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos explosivos.
O julgamento do casal começa em 1º de junho de 2027, segundo decisão de um tribunal federal de Nova York divulgada no fim de julho. Desde a primeira audiência na Justiça americana, Maduro diz que foi “sequestrado” e se chama de “prisioneiro de guerra”.
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