Marine Le Pen anunciou nesta terça-feira, 7, que vai disputar a eleição presidencial da França em 2027. A decisão acontece mesmo com uma condenação por desvio de recursos públicos.
Le Pen volta a ter caminho para concorrer após tribunal reduzir inelegibilidade
A Justiça francesa voltou atrás na inelegibilidade da ultradireitista. O Tribunal de Apelação de Paris manteve a condenação, mas reduziu o tempo de impedimento para concorrer.
Com isso, Le Pen recuperou o direito de disputar cargos públicos. Ela também passou a poder lançar candidatura ao pleito do próximo ano.
Condenação segue, mas pena de inelegibilidade cai para 45 meses
Le Pen tinha sido condenada por desvio de recursos públicos que levou ao uso de uma tornozeleira eletrônica durante um ano. O tribunal reduziu a inelegibilidade para 45 meses, sendo que 30 meses já tinham sido cumpridos.
Na prática, a ultradireitista poderá ocupar cargos públicos em 15 meses e disputar a eleição de 2027, mesmo com tornozeleira. O tribunal também determinou uma pena de três anos de prisão, suspendeu dois deles e permitiu que o último fosse cumprido em regime aberto.
Além disso, Le Pen terá de pagar uma multa de 100 mil euros (mais de R$ 587 mil). Em entrevista à TF1, ela disse: “Esta noite sou candidata à eleição presidencial”.
Recurso e impacto do monitoramento eletrônico na campanha
Le Pen informou que entrou com recurso contra a sentença. Ela afirmou que a decisão, na visão dela, permitiria fazer campanha sem a tornozeleira.
No caso, a política pediu que a aplicação do monitoramento fosse suspensa. Ela tinha indicado antes que não disputaria o Palácio do Eliseu enquanto estivesse sob monitoramento eletrônico.
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