Michele Montenegro é exonerada após prisão na Operação Tela Falsa; ela tinha salário de R$ 16 mil

Michele Montenegro foi presa pela Polícia Civil na quarta-feira (03) na Operação Tela Falsa e, no mesmo dia, foi exonerada. Ela tinha salário bruto de R$ 16 mil e atuava na Secretaria de Estado da Casa Civil no governo de Ricardo Couto.

Nomeação ocorreu antes das regras de compliance citadas pela Casa Civil

A nomeação de Michele Montenegro para um cargo de confiança na Secretaria de Estado da Casa Civil saiu em 6 de outubro do ano passado. Segundo a própria pasta, era um período em que “ainda não existiam os procedimentos de compliance” para a escolha de servidores.

Na gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL), ela teria usado o nome “Mia Montenegro”. O perfil apresentado por ela se dizia de advogada, mas não tem registro na OAB.

Prisã o e ‘fantasmas’ no Palácio Guanabara: permanência no governo e privilégios

Servidores disseram que “Mia” aparecia pouco no Palácio Guanabara. De acordo com relatos, ela só ia ao prédio uma vez por mês para assinar o ponto ou era vista apenas eventualmente.

Mesmo assim, ela teria mantido o mesmo CPF e um salário bruto de R$ 16 mil na gestão do atual governador em exercício Ricardo Couto. A operação a acusa de chefiar um golpe de R$ 10 milhões envolvendo obras de arte.

As investigações internas também apontam a existência de um “personagem oculto” na gestão anterior que não teria passado aos atuais mandatários o nome de Michele Montenegro e outras seis pessoas indicadas por ela.

Exoneração sai no Diário Oficial e defesa diz que vai acessar os autos

A exoneração de “Mia Montenegro” foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial na quarta-feira (03), no mesmo dia em que ela foi presa. A justificativa citada foi que a entrada aconteceu na gestão passada, sem as regras atuais de compliance.

A defesa da acusada, representada pelo advogado Paulo Gomes Rangel Neto, afirmou que Michele Montenegro é “mais uma vítima nos fatos investigados”. O advogado disse que a inocência será provada quando a banca tiver pleno acesso aos autos do processo.

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