O futuro do primeiro-ministro britânico Keir Starmer ficou mais incerto depois que o ministro da Saúde Wes Streeting anunciou sua renúncia nesta quinta-feira, 14. A decisão veio depois de outros quatro membros do gabinete, o que aumenta a pressão sobre o governo do Reino Unido.
Renúncias no gabinete deixam Starmer sob risco no comando do Partido Trabalhista
Streeting publicou a carta de renúncia no X nesta quinta. Ele disse que perdeu a confiança na liderança do atual primeiro-ministro.
O ministro também afirmou que “não liderará o Partido Trabalhista nas próximas eleições parlamentares”, marcado para 2029. Ele citou que “há um vácuo” na legenda.
Perda de cadeiras e Reform UK alimentam disputa interna após 7 de maio
Starmer entrou em crise após o fraco desempenho do Partido Trabalhista nas eleições locais e regionais de 7 de maio. Na votação, o partido perdeu quase 1.500 cadeiras em conselhos municipais.
O avanço de Reform UK também aparece no cenário descrito no texto. Além disso, Streeting e outros nomes são ligados ao possível desafio por liderança no sistema parlamentar do Reino Unido.
Para lançar uma campanha oficialmente, ele e outros candidatos precisariam do apoio de 81 deputados e de 20% dos membros da sigla. O texto diz que 86 dos 403 deputados trabalhistas no Parlamento já pediram que Starmer deixe o posto.
Nomes cotados e impacto para quem acompanha os rumos do governo
Entre os possíveis desafiantes citados estão Wes Streeting, Andy Burnham e Angela Rayner. O texto diz que Streeting é ministro da Saúde desde 2024 e ocupa a função desde que o Partido Trabalhista chegou ao poder.
Angela Rayner, por sua vez, anunciou nesta quinta que foi “inocentada de todas as acusações” pela Receita Federal britânica. Ela afirmou que quitou 40 mil libras e disse ao The Guardian que não vai desafiar Starmer, embora ele devesse “refletir” sobre uma renúncia.
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