MPRJ entra na Justiça para obrigar Prefeitura de Búzios a cumprir TACs de mobilidade e Plano Diretor

O Ministério Público do Rio (MPRJ) ajuizou ações civis públicas para obrigar a Prefeitura de Búzios, na Região dos Lagos, a cumprir Termos de Ajustamento de Conduta (TACs). O caso envolve revisão do Plano Diretor e atualização do Plano Municipal de Mobilidade Urbana, depois de descumprimento das obrigações.

TACs de planejamento urbano e mobilidade em Búzios viram disputa na Justiça

As ações pedem que a cidade cumpra compromissos firmados com a prefeitura. O MPRJ aponta falhas ligadas a planejamento urbano, mobilidade, participação social e transparência administrativa.

Segundo o órgão, a revisão desses instrumentos tem impacto direto no ordenamento urbano de Búzios. O MPRJ cita a pressão turística, imobiliária, viária, ambiental e territorial que atinge a cidade.

Obrigações previstas para licitação e fases do plano não foram comprovadas

Os TACs previam a estruturação de um procedimento licitatório para contratar consultoria especializada. O acordo também dizia que os termos de referência passariam por consulta pública.

O cronograma estabelecia conclusão da fase interna da licitação em 2024 e início da fase externa em janeiro de 2025. Depois disso, os projetos de lei seriam encaminhados à Câmara de Búzios.

O município não comprovou a publicação do edital, a abertura da licitação e a contratação da consultoria. Também não houve comprovação do início dos estudos técnicos, das etapas participativas e da consolidação dos produtos finais.

MPRJ pede urgência e prevê multas por atraso no cumprimento

Nas ações, o MPRJ pede, em caráter de urgência, que a prefeitura apresente a íntegra dos procedimentos administrativos de contratação. O órgão também exige conclusão das análises internas pendentes, saneamento de inconsistências dos termos de referência e submissão dos documentos à consulta pública.

O pedido inclui publicação do edital, conclusão da licitação e contratação da consultoria especializada. O MPRJ solicita relatórios mensais de cumprimento e cobra multa convencional de R$ 20 mil por mês de atraso, além de multa diária judicial.

Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.