Neepal e China atualizam mortos e mantêm buscas após deslizamento; 3.000 seguem desaparecidos

Resgates avançam no Nepal e na China depois de um deslizamento de terra que já deixou mais de 750 mortos. As autoridades também pediram cautela e seguem tentando encontrar sobreviventes entre os escombros.

Busca segue no Nepal e na China após colapso de geleira no Himalaia

Neste domingo, 30, equipes de emergência trabalham para achar sobreviventes no Nepal e na China, quatro dias depois do deslizamento. Os governos do Nepal e da China indicam números que chegam a pelo menos 797 mortos e 3.048 desaparecidos.

A chance de encontrar pessoas vivas diminui enquanto o resgate enfrenta um cenário com lama e destroços que cobriram aldeias inteiras. As buscas também passam por problemas como estradas intransitáveis e comunicações interrompidas.

Rio Bhotekoshi sobe e equipes tentam entrar em túnel da usina Trishuli-3

As autoridades nepalesas voltaram a pedir cautela por causa do aumento do rio Bhotekoshi, no distrito de Rasuwa. Além do risco, o resgate precisa lidar com a ameaça de novas enchentes.

Com equipamentos de perfuração, socorristas avançaram neste domingo em direção à entrada de um túnel no canteiro de obras da usina hidrelétrica Trishuli-3. As autoridades acreditam que cerca de 100 trabalhadores ainda estejam presos desde o desastre.

No sábado, as operações foram suspensas por causa das fortes chuvas e da elevação do nível da água. Segundo o Ministério da Energia, quatro pontos de acesso foram abertos e os preparativos seguem para entrar no túnel e fazer busca e resgate.

Corpos são enterrados e autoridades seguem noite adentro; turmas buscam desaparecidos

As autoridades nepalesas começaram a enterrar, neste domingo, alguns dos corpos recuperados. Antes do sepultamento, equipes médicas coletaram amostras de DNA de cada corpo e registraram sua localização para as famílias identificarem e exumarem depois.

O gabinete do primeiro-ministro nepalês informou que os esforços de resgate continuaram durante toda a noite. A lista de desaparecidos inclui centenas de turistas, peregrinos a caminho do sagrado monte Kailash, trabalhadores estrangeiros e moradores das aldeias devastadas.

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