O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que os Estados Unidos buscam “forçar a rendição” do país. Ele citou meios como bloqueio naval no Estreito de Ormuz e pressão econômica.
Ghalibaf liga bloqueio naval e pressão econômica a uma tentativa de “forçar rendição”
Ghalibaf falou em uma mensagem de voz publicada no canal oficial dele no aplicativo Telegram.
Ele disse: “Em seu novo plano, o inimigo busca, através de um bloqueio naval, pressão econômica e manipulação midiática, destruir a coesão do país para nos obrigar a nos render”.
Irã analisa proposta dos EUA com 14 pontos e mediador é o Paquistão
As declarações saem enquanto Teerã avalia uma proposta de paz dos Estados Unidos para encerrar o conflito iniciado no final de fevereiro. O portal de notícias americano Axios informou que um memorando com 14 pontos foi apresentado por Washington para formalizar o fim da guerra.
Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, a decisão final será transmitida ao Paquistão, que atua como mediadora. A expectativa do governo americano é que o acordo seja firmado, mesmo com ameaças do presidente Donald Trump caso haja rejeição.
Trump escreveu na rede Truth Social: “Se não concordarem, os bombardeios começarão e, infelizmente, serão em um nível e intensidade muito maiores do que antes”.
Respostas iranianas são esperadas em 48 horas e negociadores dos EUA seguem em contato
Fontes do governo americano disseram ao Axios que as partes chegaram mais perto de um acordo desde o início das hostilidades. Washington espera respostas iranianas sobre vários pontos-chave nas próximas 48 horas.
Os principais negociadores americanos citados são Steve Witkoff e Jared Kushner. Eles se comunicam com funcionários iranianos, diretamente e por meio de mediadores, enquanto o ministro das Relações Exteriores do Paquistão trabalha para que o acordo leve a um “fim permanente” do conflito.
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