Nicholas Cardoso pede licença após destituição da direção do Rioprevidência em investigação do Banco Master

O servidor concursado Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso pediu licença depois de ser destituído da direção do Rioprevidência. A mudança aconteceu em meio às investigações sobre aportes no Banco Master e afeta o comando do fundo de aposentadorias.

Licença de Nicholas vem após troca na direção do Rioprevidência

Nicholas trabalhava no Rioprevidência, fundo de aposentadorias dos servidores do Rio de Janeiro. Ele foi destituído da direção da autarquia a pedido do Ministério Público do estado.

Antes do afastamento, ele chegou a ser transferido para a comissão de licitação. A nova gestão entendeu que, pelo histórico, ele não poderia continuar no setor e pediu a transferência dele para a gerência de recursos humanos.

Quem era Nicholas e por que o MP citou R$ 118 milhões

Nicholas atuava como diretor de administração e finanças. Ele era o setor responsável por deliberar sobre investimentos do fundo de aposentadorias.

Ele também acumulou interinamente a presidência do órgão após Deivis Marcon Antunes entrar na mira da Polícia Federal por suspeita de corrupção no escândalo do Banco Master.

Em uma tentativa de conter a crise, o ex-governador Cláudio Castro (PL) nomeou Nicholas para a diretoria. Segundo o MP, mesmo após operações suspeitas envolvendo o Banco Master, o Rioprevidência investiu R$ 118 milhões em fundos geridos por instituições financeiras não cadastradas junto à autarquia.

Licença desde 29 de abril e destino ligado à nova designação

O desembargador Ricardo Couto, governador em exercício, destituiu Nicholas após um alerta do Ministério Público. O servidor está de licença desde 29 de abril.

O texto informa que a remuneração bruta dele é de R$ 25 mil ou R$ 16 mil em valores líquidos. Ele fica vinculado ao departamento de recursos humanos, onde estão servidores que aguardam uma nova designação.

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