Trump diz que trabalha para “garantir que as pessoas certas entrem” após críticas sobre vistos

Donald Trump respondeu nesta quarta-feira, 10, às críticas sobre o impacto das políticas migratórias do governo na entrada de turistas e delegações na Copa do Mundo. Ele disse que está “trabalhando para garantir que as pessoas certas entrem”.

ONU pediu revisão das práticas de imigração durante a Copa

A fala de Trump veio depois de um pedido da Organização das Nações Unidas (ONU) para que os Estados Unidos reconsiderassem a imigração durante a Copa. O alvo foi a forma como medidas de controle afetam direitos humanos e dignidade humana.

A ONU citou o caso de torcedores, um árbitro e dirigentes de equipes que foram impedidos de entrar nos EUA para a competição.

Congresso aprovou US$ 70 bilhões para fiscalização, detenção e deportação

Na terça-feira, 9, o Congresso dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei de US$ 70 bilhões (R$ 362 bilhões) para reforçar ações de fiscalização, detenção e deportação de imigrantes. O dinheiro vai principalmente para o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e a Patrulha da Fronteira dos Estados Unidos (CBP).

Também houve situações na entrada de participantes. Em Raleigh, na Carolina do Norte, jogadores da seleção do Senegal passaram por revista na pista após chegarem no aeroporto. A seleção disse que a medida buscou agilizar o embarque em voo privado, evitando áreas convencionais do aeroporto.

Nesta mesma semana, o árbitro Omar Abdulkadir Artan teve a entrada negada e foi afastado da Copa. A decisão das autoridades americanas gerou críticas e questionamentos sobre a capacidade de sediar o torneio.

Revistas e negativas atingiram seleções e árbitros nas últimas entradas

Na terça-feira, jogadores da Bélgica passaram por verificações com detectores de metal ao desembarcar em Chicago. Na mesma cidade, a seleção do Uzbequistão foi recepcionada com cães farejadores ao chegar para um amistoso contra a Holanda.

O cenário envolve países afetados pelas restrições de viagem adotadas pelo governo Trump. A Somália aparece entre quase 40 países citados como atingidos.

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