Nova investigação contra Lulinha tende a render ataques, mas pode mudar pouco as intenções de voto, diz cientista

Uma nova investigação autorizada pelo ministro André Mendonça mira suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula. Segundo o cientista político Rubens Figueiredo, o tema pode virar munição na campanha, mas sem grande mudança nas intenções de voto.

Investigações no caso Lulinha podem entrar na campanha, diz analista

Rubens Figueiredo afirmou que a abertura de uma nova frente de investigação tende a ajudar os adversários do presidente durante a campanha.

O cientista político também disse que o impacto do episódio pode ser limitado por causa da forma como o eleitorado já construiu opiniões sobre o petista e por um clima de “anestesia” diante da sequência de escândalos.

Mendonça autoriza inquérito em Brasília; filho de Lula já tinha outra investigação

Em Brasília, nesta sexta, 31, houve repercussão da abertura de inquérito autorizada por André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

O caso envolve suspeitas de tráfico de influência. De acordo com o repórter, o filho do presidente Lula já era investigado em outra frente ligada aos descontos indevidos do INSS e a uma suposta relação com o empresário conhecido como “Careca do INSS”.

A Polícia Federal encontrou elementos que justificariam uma nova apuração e apresentou o pedido a Mendonça.

Lula diz que filho não terá privilégio e analista fala em pouca oscilação

Em reação à abertura da investigação, Lula declarou que o filho não receberá tratamento privilegiado e que deverá ser investigado normalmente se houver suspeitas de irregularidades.

Figueiredo disse que não espera uma movimentação muito grande nos índices de intenção de voto e citou a rejeição alta aos nomes da disputa, com Lula e Flávio Bolsonaro com índices próximos de metade do eleitorado.

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