O Brasil entra na mira da ONU após pressão dos EUA por falhas no combate ao trabalho forçado. Em setembro, o Conselho de Direitos Humanos vai receber o parecer final do relator Tomoya Obokata.
Sobretaxa dos EUA e relatório da ONU em setembro colocam o Brasil sob pressão
Os Estados Unidos anunciaram a proposta de sobretaxa de 12,5% dos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A medida ocorre por falhas no combate ao trabalho forçado.
Com isso, o país vai virar alvo de um relatório da ONU a ser publicado em setembro. O Conselho de Direitos Humanos vai receber o parecer final do relator sobre formas contemporâneas de escravidão, Tomoya Obokata.
Obokata esteve no Brasil em agosto de 2025 e apontou exploração de crianças e domésticas
Tomoya Obokata visitou o Brasil em agosto de 2025. O relatório cita avanços legislativos e institucionais, mas traz preocupação com níveis de exploração laborais que afetam crianças e domésticas.
O especialista também constatou gravidade na exploração sexual e em outras formas modernas de escravidão no território brasileiro. Entre as deficiências citadas está a escassez de auditores-fiscais.
O texto diz que o número de auditores-fiscais no Brasil é menor do que a metade recomendada pela Organização Internacional do Trabalho, OIT. Entidades representativas tratam o fortalecimento da categoria como necessário para cumprir leis trabalhistas e evitar novas sanções.
Relatório final da ONU em setembro e impacto na fiscalização do trabalho
O passo decisivo acontece em setembro, com a publicação do relatório e a entrega do parecer final ao Conselho de Direitos Humanos. O documento resulta do trabalho do relator Tomoya Obokata.
Para quem acompanha o tema no dia a dia, o texto aponta a falta de auditores-fiscais como um ponto que pode afetar a fiscalização de leis trabalhistas. A matéria também liga a preocupação a risco de novas sanções e isolamento no mercado global.
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