Peru: Roberto Sánchez diz que não vai reconhecer vitória de Keiko Fujimori

Roberto Sánchez, candidato presidencial de esquerda do Peru, afirmou que não reconhecerá o resultado do segundo turno se Keiko Fujimori vencer. Ele disse que existe fraude na apuração e chamou apoiadores para atos no sábado, 27.

Sánchez ameaça não reconhecer governo de Fujimori e chama atos no sábado

Em entrevista coletiva, Sánchez declarou que há uma “fraude em curso” no processo de apuração. Ele convocou seus apoiadores para manifestações no próximo sábado, 27.

O candidato voltou a questionar a validade dos votos registrados no exterior, que, segundo ele, foram decisivos para colocar Fujimori na frente.

Apuração do segundo turno tem 99,71% das urnas e votos do exterior mudam a liderança

Com 99,71% das urnas apuradas, Keiko Fujimori lidera com 50,11% dos votos. Roberto Sánchez aparece com 49,89%.

Sánchez afirmou que não reconhecerá o governo de Fujimori e acusou a Oficina Nacional de Procesos Electorales (ONPE) e a campanha da adversária de irregularidades na contabilização dos votos de peruanos residentes fora do país.

A contagem do segundo turno, que ocorreu em 7 de junho, segue com análise de recursos e revisão de cédulas contestadas. A disputa foi alterada após a incorporação dos votos do exterior, e a campanha também pede anulação desses votos.

Recurso pede anulação de votos de eleitores fora do Peru e pode afetar placar

No dia 22, Sánchez apresentou um recurso pedindo a anulação dos votos de cidadãos peruanos residentes em outros países. A campanha diz que esses votos tiveram falhas administrativas e problemas na gestão das cédulas usadas no pleito internacional.

Esses votos representam cerca de 300 mil eleitores, segundo o que foi dito no texto. De acordo com Sánchez, se eles forem desconsiderados, ele ficaria com uma vantagem de aproximadamente 25 mil votos sobre Fujimori.

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