Petro manda embaixadora voltar ao Equador após tarifas de 100%

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ordenou que a embaixadora no Equador retorne “imediatamente” ao país. A medida acontece depois que Quito elevou para 100% as tarifas sobre importações da Colômbia e a crise afetou comércio e cooperação energética.

Tarifas do Equador elevam tensão e mexem no comércio e na energia entre os vizinhos

Petro comunicou a volta da embaixadora em meio ao agravamento da crise diplomática entre os dois países latino-americanos. O governo do Equador afirmou que o ajuste ocorre pela “falta de implementação de medidas concretas e efetivas em matéria de segurança fronteiriça por parte da Colômbia”.

Guerra comercial já dura meses e envolve fronteira de 600 quilômetros

As nações mantêm há meses uma guerra comercial iniciada pelo Equador. O país disse que precisaria aumentar seus gastos em defesa em cerca de US$ 400 milhões (R$ 2,06 bilhões) por causa da segurança na fronteira de 600 quilômetros.

A nova alta pode chegar a 100% e foi ligada pelo Equador à segurança fronteiriça. Petro respondeu dizendo ser o presidente “que mais apreendeu cocaína em toda a história do mundo”.

Reação inclui reunião na fronteira e convocação de ministros

Petro pediu na segunda-feira 6 a libertação do ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, preso por corrupção, e o chamou de “preso político”. Além de mandar a embaixadora María Antonia Velasco voltar, o presidente colombiano convocou seus ministros para uma reunião em “um ponto da fronteira” binacional.

Glas foi vice-presidente entre 2013 e 2017 no governo de Rafael Correa. Ele está detido desde novembro em uma prisão de segurança máxima inaugurada por Noboa na província costeira de Santa.

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