EUA e Irã anunciaram uma trégua de duas semanas após dias de ataques verbais e ameaças ligadas ao Estreito de Ormuz. A negociação segue com discordâncias sobre se o acordo vale também para o Líbano.
Trump pressiona Ormuz e Casa Branca nega boatos sobre armas nucleares
Donald Trump publicou ataques ao governo iraniano e citou o Estreito de Ormuz, ligado a 20% do petróleo consumido no mundo.
Ele disse que, se Ormuz não fosse liberado em 48 horas, “uma civilização inteira” morreria. Depois, a Casa Branca soltou um comunicado negando boatos de que a ação pudesse envolver armas nucleares.
Trégua sai na terça-feira 7 e tensão continua com ataques e disputa no Líbano
Na terça-feira 7, após muitos solavancos, Trump anunciou uma trégua de duas semanas. O acordo foi costurado pelo Paquistão e acolhido pelas duas partes.
Em seguida, países como Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait sofreram ataques de drones do Irã, que disse responder à investida contra uma refinaria. O impasse atual envolve o Líbano: iranianos dizem que a trégua vale no território, enquanto Israel e Estados Unidos negam.
Os israelenses anunciaram ações contra um grupo baseado no Líbano e o Irã voltou a bloquear Ormuz, com situação que durou até quinta-feira 9. O acordo mediado pelos paquistaneses será examinado a partir de sábado 11, em Islamabad.
Proposta iraniana tem dez pontos e Trump leva debate sobre urânio adiante
Em Islamabad, a mesa vai ter a proposta de dez pontos feita pelo Irã, enquanto a Casa Branca definiu isso como “base viável para negociação”.
Entre os pontos citados estão a exigência de redução do enriquecimento de urânio pelos americanos e a posição iraniana de não aceitar zerar, além do pedido de fim das hostilidades contra grupos na região e suspensão das sanções. Masoud Pezeshkian disse que se trata de “princípios gerais”.
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