PF aponta benefícios a Cláudio Castro ligados ao Grupo Refit na Operação Sem Refino 2

A Polícia Federal detalhou na Operação Sem Refino 2 que o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) teria recebido vantagens ligadas a um esquema do Grupo Refit. O STF derrubou nesta quinta-feira, 3, o sigilo da decisão, e as informações ganham impacto direto nas investigações.

STF derruba sigilo e PF descreve ligações entre Grupo Refit e Cláudio Castro

A investigação da Polícia Federal que levou à Operação Sem Refino 2 aponta que o Grupo Refit é acusado de crimes como gestão fraudulenta, lavagem de capitais, evasão de divisas e sonegação fiscal.

De acordo com a PF, Castro teria se beneficiado com a forma como foram conduzidos gastos e imóveis, enquanto uma apuração também investigava supostas irregularidades na concessão de licenças ambientais envolvendo a Refit.

Aluguel na Barra, mansão em Petrópolis e compra de caviar entram no relatório da PF

A PF afirma que o contrato da cobertura de luxo onde Castro mora com a família, no Condomínio Atmosfera, na Barra, seria subfaturado. O contrato de aluguel é de 10 mil reais, e a média de mercado citada pela polícia para imóveis parecidos na região fica entre 25 e 29 mil reais.

A PF diz que o acordo estava em nome da J3 Real Estate Participações Ltda., empresa criada 50 dias antes da compra da cobertura por R$ 3,48 milhões. A polícia também relata que três anos depois do negócio a empresa abriu a primeira conta bancária.

Na Serra, a PF descreve a posse de uma mansão em Petrópolis, no condomínio Locanda Residenze. A PF cita ainda um total de 55,2 milhões de reais em contratos com o governo do Rio na gestão de Castro, sendo 49,6 milhões desse total firmados sem licitação.

A compra de caviar também aparece na investigação. A PF aponta uma conta de R$ 10,5 mil reais e diz que o pedido foi feito no dia 24 de abril deste ano, com entrega em uma suíte do Hotel Emiliano, em São Paulo, enquanto o pagamento teria partido da conta da empresa AC Santos Participações e Empreendimentos.

Defesa nega esquema e pede que Castro seja ouvido pela Polícia Federal

A defesa do ex-governador nega “qualquer participação em esquema de lavagem de dinheiro, recebimento de vantagem indevida ou favorecimento a terceiros”. A nota também afirma que o imóvel onde ele mora tem contrato regular de locação, com pagamentos comprováveis.

A defesa diz que requereu ao ministro Alexandre de Moraes que Cláudio Castro seja ouvido pela Polícia Federal para esclarecer os pontos da investigação e apresentar a documentação. O pedido aguarda decisão.

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