A Polícia Federal informou que retirou as credenciais de um agente dos Estados Unidos nesta quarta-feira, 22, após medida contra um adido da PF em Miami. O termo “reciprocidade” foi citado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no contexto do caso Ramagem.
Lula usa “reciprocidade” para explicar resposta do Brasil a ações dos EUA
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que o governo brasileiro retirou as credenciais de um agente dos Estados Unidos. A medida ocorreu em resposta ao que aconteceu com o adido da PF em Miami nesta semana.
Lula também citou o mesmo termo. Ele disse: “Parabéns pela sua posição em relação ao delegado americano, colocando a reciprocidade, ou seja, o que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles”.
PF relata cadeia de eventos com adido em Miami e delegação em prisão de Ramagem
Andrei Rodrigues disse que os Estados Unidos mandaram, na segunda, 20, que um delegado brasileiro que atuava em Miami deixasse o país. A justificativa foi a atuação do agente na prisão de Alexandre Ramagem.
Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Abin, foi condenado a 16 anos de prisão por envolvimento na trama golpista. Segundo o texto, para o governo de Donald Trump, o agente da PF “manipulou o sistema de imigração para contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caça às bruxas políticas em território dos EUA”.
Entenda a “reciprocidade” e o que muda com a retirada de credenciais
No caso citado, a reciprocidade aparece como retribuição na mesma medida. O texto explica que ela não é uma lei, mas um princípio consolidado nas relações internacionais.
Na semana passada, Ramagem foi detido pelo serviço de imigração em Orlando, na Flórida. A Polícia Federal disse em nota que a prisão foi fruto da cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos para combate ao crime organizado, mas ele foi solto dois dias depois por razões que não foram divulgadas.
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