O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, determinou a troca do delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava como oficial de ligação do Brasil junto ao ICE. Mesmo com a decisão publicada em 20 de março, Carvalho continuou nos Estados Unidos até ser expulso pelo governo de Donald Trump em 20 de abril.
Troca foi decidida em março, mas delegado seguiu nos EUA após prisão de Ramagem
Rodrigues determinou a substituição do delegado como oficial de ligação do Brasil junto ao ICE, o órgão de imigração dos Estados Unidos. A decisão ocorreu cerca de um mês antes de Carvalho deixar o posto após a prisão do ex-diretor da Abin e ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos Estados Unidos no dia 13 de abril.
A saída de Carvalho aconteceu depois que ele teve participação ativa no episódio. Uma semana depois da prisão, o governo de Donald Trump expulsou o delegado em 20.
Portaria de 17 de março troca Marcelo Ivo de Carvalho por Tatiana Alves Torres
Em uma portaria assinada em 17 de março e publicada no Diário Oficial da União no dia 20 de março deste ano, Andrei Rodrigues definiu a substituição de Carvalho pela delegada da PF Tatiana Alves Torres.
A reportagem entrou em contato com a PF para entender o motivo da troca não ter sido efetivada e por que Carvalho continuava em solo americano. Até a publicação da matéria, não houve retorno. A portaria prevê, no artigo 3º, que a substituição “entra em vigor na data de publicação”, ou seja, 20 de março de 2026.
Segundo publicações no Diário Oficial da União, Carvalho foi nomeado para exercer a função em Miami em março de 2023 por dois anos. Ele deveria ficar até março de 2025, e uma portaria de março de 2025 prorrogou a permanência dele até agosto de 2026, contando o novo prazo a partir de agosto de 2025.
Entenda o que autoridades dos EUA disseram sobre a expulsão em 20
O governo dos Estados Unidos expulsou Carvalho em 20 de abril com a acusação de “manipular nosso sistema de imigração para contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território dos EUA”.
Nesta segunda, 20, o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos afirmou nas redes sociais que estava mandando de volta para o Brasil o delegado que fez a prisão de Ramagem. O órgão justificou a ordem com a frase de que “nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território dos EUA”.
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