Prefeitura do Rio estima R$ 107,8 milhões por ano com tirolesa no Pão de Açúcar, mas Justiça Federal barrou obra

A Prefeitura do Rio fez um estudo sobre o impacto da instalação de uma tirolesa no Pão de Açúcar e estima R$ 107,8 milhões por ano. A obra segue impedida por decisão da Justiça Federal.

Estudo da SMDE calcula turistas a mais e impacto econômico com tirolesa no Pão de Açúcar

A Prefeitura do Rio, pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, estimou o efeito da instalação da tirolesa no Pão de Açúcar. O cálculo aponta que o novo equipamento pode aumentar em 85 mil o número de turistas que viriam à cidade.

A proposta prevê ligar os morros do Pão de Açúcar e da Urca com quatro linhas paralelas. O percurso teria 755 metros de extensão e incluiria uma vista panorâmica da cidade.

Bondinho tem 2 milhões de visitantes; estudo prevê 200 mil por ano na tirolesa e diz que 70% ficam mais um dia

O Parque Bondinho Pão de Açúcar recebe cerca de 2 milhões de visitantes por ano. Desse total, 15% são cariocas e 85% são turistas, sendo 40% nacionais e 45% internacionais.

O estudo estima que a tirolesa teria público de 200 mil por ano, ou 10% do público do Bondinho. A prefeitura projeta que 70% devem ficar um dia a mais no Rio por causa do novo equipamento e que 30% visitariam a cidade exclusivamente por essa experiência.

Justiça Federal anulou licença e condenou a empresa a pagar R$ 30 milhões

No fim de março, a Justiça Federal determinou a anulação da licença para a instalação da tirolesa. A decisão atendeu a uma ação civil pública do Ministério Público Federal contra o Iphan e a Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar (CCAPA).

A Justiça Federal também condenou os réus ao pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos. A obra continua barrada.

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