Cerca de 10 mil estudantes e professores foram às ruas na quarta-feira, 21, em Atenas e em outras cidades da Grécia. Eles pedem mais investimentos em educação e mudanças nas escolas, em meio a pressões ligadas ao custo de vida.
Ato em Atenas pede “educação pública e gratuita, da Grécia à França”
Em Atenas, estudantes do ensino fundamental, médio e superior marcharam pelo centro. Eles fizeram um ato diante do Parlamento e cantaram palavras de ordem.
Parte dos manifestantes passou a noite em vigília na Praça Syntagma. Depois, seguiu para a marcha.
Greve de professores e médicos e novos repasses do governo entram na conta
Uma greve de professores e médicos afetou o funcionamento de escolas e hospitais públicos. A mobilização foi motivada por queixas sobre baixos salários e falta de pessoal.
A ministra da Educação, Sofia Zacharaki, disse que o governo acompanha as reivindicações. Ela também citou projetos com mais de 733 milhões de euros para construir residências estudantis e modernizar a infraestrutura educacional.
Segundo Zacharaki, o governo prevê destinar cerca de 1 bilhão de euros a subsídios para ajudar famílias e empresas a pagar as contas de energia.
Europa registra protestos com detidos, incêndio e bloqueios na semana
Na França, os protestos começaram há quatro semanas. No sábado, cerca de 500 mil pessoas participaram e ocorreram distúrbios, com aproximadamente 2.500 detenções, saques em várias cidades e um incêndio que destruiu parcialmente a prefeitura de Limoges.
Na Itália, onde a inflação chegou a 4,2% em setembro, manifestações terminaram em confrontos em Milão, Turim e Bolonha. Em Milão, 271 pessoas foram detidas e Matteo Salvini anunciou o envio de 500 soldados para reforçar a segurança na cidade.
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