PT e líderes do governo Lula unificam ataques a Flávio Bolsonaro com apoio do caso do Banco Master

PT e lideranças do governo Lula decidiram unificar o discurso contra o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ). A estratégia mira o suposto envolvimento do senador com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e deve ganhar força nas redes sociais.

Decisão do PT manda focar na conexão Flávio Vorcaro e repetir ofensiva nas redes

O partido e as principais lideranças do governo combinaram intensificar os ataques ao pré-candidato do PL à Presidência. Eles vão explorar ao máximo a ligação citada entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

Segundo uma orientação do comando do PT aos petistas, a atuação deve seguir com esse foco nas redes sociais. Um estrategista do partido disse: “Vai ser só isso a partir de agora”.

Expressão “Bolsomaster”, post com montagem e apoio de Lindbergh e Alencar Santana

O PT também decidiu manter o uso constante da expressão “Bolsomaster”, criada pelo próprio partido. A ideia é ligar a família Bolsonaro ao escândalo financeiro associado ao caso.

No Twitter, o partido publicou 16 posts explorando a conversa entre Flávio e Vorcaro. Em uma das publicações, o PT fez uma montagem simulando que o candidato do PL escuta um áudio em que pede recursos a Daniel Vorcaro para custear o filme “Dark Horse”, longa-metragem biográfico sobre o ex-presidente.

Uma mensagem de vídeo do deputado federal Alencar Santana (PT-SP) também reforça a estratégia. Ele disse: “Flávio cobra Vorcaro e fala com intimidade de quem é amigo, de quem conhece, de quem tem parceria muito íntima e longa em vários negócios”.

Lindbergh anuncia pedido à Polícia Federal e PT discute ofensiva desde o congresso do mês passado

Lideranças do PT no Congresso também entraram na campanha. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que vai apresentar à Polícia Federal um pedido de prisão preventiva do candidato e disse: “Ele precisa ser preso imediatamente. Tudo precisa ser investigado. Flávio solto e candidato pode interferir nas investigações”.

O partido já levava essa linha de ataque em conta desde o congresso realizado no mês passado. Lá, o PT mostrou uma prévia da ofensiva contra o parlamentar e já associou o filho de Bolsonaro ao escândalo do Master, mesmo sem provas.

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