Quase 95% dos empregadores consultados pela CNA dizem que têm dificuldade para contratar trabalhadores no campo. O problema já mexe na rotina do produtor e nos resultados da produção.
Falta de mão de obra no campo vira entrave para operações e expansão
O levantamento feito em parceria com o Cepea/Esalq/USP mostra que 84,3% dos produtores operam com um quadro de funcionários menor do que o necessário.
Além da contratação, 88,3% relatam algum tipo de consequência produtiva ligada à falta de trabalhadores.
Atrasos, custos maiores e redução de produção aparecem no levantamento
Entre os impactos citados estão atrasos nas operações, mencionados por 48,7% dos produtores, e adiamento ou desistência de planos de expansão, relatados por 48%.
Outros números do estudo incluem aumento dos custos com mão de obra em 43,9% e antecipação de investimentos em mecanização e automação em 42,6%. Já 42% dizem que tiveram redução da produção.
Na visão dos próprios produtores, 44,5% apontam a mão de obra como o principal desafio no campo.
Setor busca alternativas e amplia uso de tecnologia desde 1995
Segundo a pesquisa, 88,8% dos produtores disseram ter buscado alguma alternativa para enfrentar a falta de trabalhadores, incluindo investimentos em tecnologia, medidas para atrair e reter profissionais, mudanças na atividade e aumento da terceirização.
O estudo também registra que, entre 1995 e 2025, a produtividade por hora trabalhada na agropecuária cresceu 515%, enquanto a produtividade por hora no conjunto da economia avançou 28%.
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