Reino Unido acusa Israel de limpeza étnica na Cisjordânia e anuncia sanções com 11 países

O Reino Unido denunciou nesta terça-feira, 8, que “terroristas israelenses” promovem limpeza étnica na Cisjordânia. O governo britânico anunciou sanções econômicas contra os assentamentos israelenses na região.

Reino Unido parte para sanções e diz que ocupação total da Cisjordânia é ilegal

O ministro das Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, afirmou que a ocupação da Cisjordânia por Israel vai ser tratada como ilegal em sua totalidade. Ele falou ao Parlamento e disse que o Reino Unido não discorda do povo de Israel, e sim da conduta do governo israelense.

Miliband evitou classificar as ações de Israel como genocídio. Ele também afirmou que a divergência não mira ligações do Reino Unido com Israel.

Denúncia cita ataques a casas e cercos; sanções saem em parceria com 11 países

O Reino Unido disse que registros de invasões a casas, queima de plantações ou carros e imposição de cercos aumentaram nas últimas semanas. A denúncia liga essas ações a uma tentativa de obrigar habitantes locais a fugir por escassez de comida e água.

Ed Miliband anunciou as sanções com os governos de mais 11 países: Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha e Suécia. As punições miram medidas como proibição de importações de assentamentos ilegais e sanções contra prestação de serviços para colonos judeus, além de restrições para licenças de compra e porte de armas.

Prazo de nove meses no Reino Unido e retaliações de EUA e Israel

Em solo britânico, a expectativa é que a legislação para bancar essas sanções entre em vigor dentro de nove meses. O Reino Unido também informou que vai impor sanções à Al-Qard al-Hassan e reimpor sanções econômicas significativas ao Irã.

Estados Unidos e Israel ameaçaram retaliação. O embaixador americano em Israel, Mick Huckabee, disse que o governo Donald Trump estuda medidas e citou risco de proibir o Reino Unido de fazer negócios com estados americanos com leis contra o “movimento BDS”. Já o presidente de Israel, Isaac Herzog, chamou a medida de “interferência grosseira nas eleições democráticas” e o chanceler Gideon Saar afirmou que “se a Grã-Bretanha agir contra Israel, Israel agirá contra a Grã-Bretanha”.

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