Um relatório do IISS aponta uma campanha coordenada de espionagem atribuída ao Kremlin com drones sobre instalações nucleares e militares na Europa. O estudo cita 144 incidentes registrados entre o fim de 2024 e o início de 2026.
IISS analisa falhas na detecção de drones e lista países atingidos
O levantamento diz que os sobrevoos atingiram mais de uma dezena de países da Otan e também a Irlanda.
O relatório afirma que a campanha expôs falhas importantes na capacidade europeia de detectar e neutralizar drones de pequeno porte.
Alvos citam RAF Lakenheath, Île Longue e bases em Bélgica, Holanda e Dinamarca
Entre os alvos mencionados está a RAF Lakenheath, no leste da Inglaterra, onde os Estados Unidos voltaram a posicionar armas nucleares em 2025.
O estudo também cita a base naval francesa de Île Longue, na Bretanha, que abriga submarinos equipados com mísseis nucleares.
Na Bélgica e na Holanda, o relatório registra drones perto das bases de Kleine-Brogel e Volkel, que armazenam armas nucleares americanas. Na Dinamarca, uma sequência de avistamentos em setembro de 2025 levou ao fechamento temporário do aeroporto de Copenhague e de outros terminais, enquanto quatro petroleiros suspeitos navegavam perto do litoral.
Inteligência militar russa (GRU) e próximos alvos do alerta europeu
Charlie Edwards, do IISS, diz que há indícios de coordenação pela inteligência militar russa (GRU) e afirma que o Kremlin conduziu a campanha de drones sobre a Europa.
O relatório acrescenta que os autores veem queda das incursões em 2026, depois de marinhas europeias intensificarem operações contra embarcações da frota fantasma, e descreve drones com tempo de voo de cerca de 12 horas.
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