Repórter percorre Venezuela após terremoto e relata falta de resgates e desaparecidos

Uma reportagem especial de VEJA acompanhou as consequências do terremoto na Venezuela, com foco na falta de médicos e no atraso nas operações de resgate. O trabalho foi feito após o sismo e mostra buscas por parentes desaparecidos.

Correspondente de VEJA visita hospitais em Caracas e busca pistas em La Guaira

Santiago Martínez passou os últimos dias pelo país para apurar o que aconteceu depois do terremoto.

Ele esteve em hospitais de Caracas que tentam atender pacientes sem médicos e sem insumos suficientes.

O repórter também acompanhou o drama em La Guaira, apontado como o epicentro da tragédia, onde pessoas circulam entre necrotérios em busca de parentes desaparecidos.

Números do desastre: mais de 2 mil mortos e cerca de 50 mil desaparecidos

Segundo os dados citados na reportagem, o terremoto ficou entre os dez mais letais dos últimos 100 anos.

O saldo de mortos passa de 2 000 pessoas e há cerca de 50 000 desaparecidos.

Mais de 120 horas depois dos sismos, havia quem ainda esperasse encontrar vivos familiares, enquanto Martínez relata: “Estão à espera de um milagre. Diante das falhas e do atraso nas operações de resgate, a sensação é que só resta rezar”.

Contexto do país e impacto nas buscas por sobreviventes após 120 horas

A reportagem diz que o terremoto piorou uma situação já difícil, citando a queda na receita do petróleo e problemas econômicos e sociais.

O texto também aponta que a recente intervenção americana, que resultou na prisão de Maduro, ainda não gerou estabilidade, e que o cenário reforçou o clima de desespero entre os venezuelanos.

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