O JNE informou que o resultado final do 2º turno das eleições presidenciais no Peru só deve ser divulgado em julho. A disputa é entre Roberto Sánchez e Keiko Fujimori, após votação no domingo 7.
JNE diz que o sistema eleitoral peruano exige etapas de revisão
O presidente do JNE, Roberto Burneo, falou que o prazo é por causa dos “prazos peremptórios” do processo eleitoral peruano. Ele também disse que não sabe como vai ficar a carga do dia com incidentes, observações e pedidos de nulidade.
Segundo a apuração descrita, o fim da contagem não encerra a eleição no país. A etapa seguinte envolve revisão de decisões e análise de recursos.
ONPE conta cédulas e JEE e Juri analisam nulidades e recursos
No Peru, a apuração é feita pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), que reúne e contabiliza as cédulas de papel. Depois disso, o processo passa por duas instâncias.
Os Juris Eleitorais Especiais (JEE) analisam inconsistências, observações e pedidos de nulidade. O Juri Nacional de Eleições julga recursos contra decisões dos JEE e proclama o resultado final.
Até aqui, Fujimori aparece à frente por 561 votos válidos. Votos do exterior e atas contestadas ainda podem influenciar o resultado.
ONPE aponta 98,21% das urnas apuradas e 1,76% com revisão judicial
Na noite de quarta-feira 10, Keiko Fujimori retomou a liderança com 50,002% e Roberto Sánchez ficou com 49,998%, uma diferença de 650 votos. A ONPE informou que 98,21% das urnas foram apuradas, cerca de 18 milhões de votos.
O levantamento também mostra que 1,76% das urnas, aproximadamente 400 mil votos, foram sinalizadas para revisão judicial. Esse processo pode levar semanas, e a maior parte das seções contestadas fica na região metropolitana de Lima.
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