O desembargador Ricardo Couto, governador em exercício no Rio de Janeiro, suspendeu o Programa Sentinela. A medida elimina um gasto estimado em R$ 2 bilhões e mexe com uma proposta de segurança que previa 200 mil câmeras no estado.
Suspensão do Sentinela interrompe plano de 200 mil câmeras no Rio
Couto assinou um decreto que derruba o Programa Sentinela. O programa tinha sido lançado pelo ex-governador Cláudio Castro (PL).
O decreto foi publicado no Diário Oficial nesta quinta-feira, 9.
Decreto manda cortar gasto de R$ 2 bilhões e revisar despesas
O governo do estado informou que a decisão busca cortar gastos considerados muito altos. O objetivo citado foi adequar as iniciativas às prioridades da administração pública.
Em entrevista a VEJA no final de junho, Couto afirmou que o governo Castro tinha previsto despesas acima das receitas. Ele disse que pediu ao Tribunal de Contas do Estado para avaliar gastos ligados ao plano, incluindo a compra de 220 mil câmeras de segurança para reconhecimento facial, ligada ao Projeto Sentinela cancelado.
Segundo Couto na entrevista, em quatro anos, por logística, apenas 60 000 dessas câmeras poderiam ser instaladas. Ele afirmou que as outras 160 000 ficariam guardadas e seriam defasadas.
Corte bilionário se soma a exonerações e auditorias no governo interino
Até agora, o governador interino exonerou mais de 4 mil funcionários comissionados. O número pode chegar a 6 mil, já que secretarias e entidades ainda estão sendo auditadas pela Casa Civil.
Couto também determinou auditorias de todos os contratos públicos. A expectativa é economia de mais de R$ 230 milhões aos cofres do estado até 31 de dezembro deste ano, e ele herdou um déficit de R$ 19 bilhões para 2026.
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