O terceiro dia de desfiles da Rio Fashion Week aconteceu no Píer Mauá e reuniu coleções com foco em identidade e trabalho manual. A programação passou por couro, bordados, ópera ao vivo e moda praia com a presença de Helô Pinheiro.
Passarelas no Píer Mauá colocam o trabalho manual no centro dos desfiles
Entre bordados e aplausos, as marcas exibiram roupas como forma de linguagem. A noite misturou referências de ópera e funk, com destaque para técnicas como couro e crochê.
As coleções seguiram a ideia de valorizar origem e memória na criação. O dia levou o público a ver a moda como algo feito por mãos e por história.
Patricia Vieira, Handred, Hisha e Blue Man abriram e encerraram o terceiro dia
Patricia Vieira abriu o dia com uma coleção que usou couro em cortes, vazados, pinturas, bordados, rendas, mosaicados e patchwork. A apresentação trouxe referências como Burle Marx, Igreja da Penha e a G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira.
Depois, a Handred trouxe a coleção “Akáshica” de André Namitala, baseada nos registros akáshicos e com uso de seda, algodão e couro. A Companhia de Ópera da Lapa participou ao vivo, ligando música e passarela.
Mais tarde, Giovanna Resende fez a estreia da Hisha com a coleção “Doura”. A marca contou com 200 mãos de bordadeiras mineiras e apresentou “Rota 72” na sequência, encerrando a noite com a Blue Man e a modelo Helô Pinheiro.
Moda praia “Rota 72” e a volta do público ao ritmo da Viradouro
A Blue Man fez “Rota 72” com biquíni de lacinho azul de 4 metros na passarela e Helô Pinheiro abrindo e fechando a apresentação. A coleção revisitou o biquíni de lacinho, denim, estampas, brilhos e degradês.
Quando a bateria da Viradouro puxou o final, o desfile já tinha mostrado a proposta de beachwear como imaginação de país.
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