O governo do Rio, comandado pelo desembargador Ricardo Couto, passou de 4 mil exonerações de comissionados em só três meses. Até hoje, foram desligados exatamente 4.033 servidores, com expectativa de economia de mais de R$ 230 milhões até 31 de dezembro.
Demissões começam após troca no comando do estado com renúncia de Cláudio Castro
Os desligamentos começaram em 23 de março, quando o presidente do Tribunal de Justiça assumiu o estado após a renúncia de Cláudio Castro (PL). Depois disso, Ricardo Couto passou a ganhar dos fluminenses nas redes o apelido de “mãos de tesoura”.
Economia prometida passa de R$ 230 milhões até o fim do ano
O governo divulgou o número com tom de comemoração. A previsão é de economia de mais de R$ 230 milhões aos cofres do estado até 31 de dezembro deste ano.
Couto herdou um déficit de R$ 19 bilhões para 2026. Mesmo assim, ele prometeu fechar as contas com superávit de R$ 5 bilhões.
O governo também informou queda nas despesas com combustível nos deslocamentos dos gestores. Em março, os gastos eram de R$ 93 mil, e em junho ficaram em R$ 49 mil, redução de 47%.
Exonerações no Diário Oficial seguem sem data e podem chegar a 6 mil
As demissões publicadas no Diário Oficial não têm data para acabar. A meta citada é alcançar 6 mil, porque secretarias e entidades da administração indireta seguem sendo auditadas pela Casa Civil.
Servidores cedidos do TCE-RJ e do TCM-RJ fazem parte da força-tarefa que faz a varredura em contratos e cargos a partir do ano de 2025. A Casa Civil, hoje com o procurador do estado Flávio Willeman, teve perda de mais da metade dos comissionados, com corte de 60% e mais de 800 exonerações.
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