O Senado citou demora no atendimento ao empresário Clériston Pereira da Cunha, o “Clezão”, preso após os atos de 8 de janeiro e morto em novembro de 2023. O relato aparece em um relatório feito com visitas à penitenciária da Papuda e entrevistas com presos.
Relatório do Senado reabre discussão sobre atendimento médico na Papuda
Clériston Pereira da Cunha ficou conhecido como “Clezão” após morrer de infarto, em novembro de 2023, na penitenciária da Papuda, em Brasília.
Ele tinha sido preso em 8 de Janeiro de 2023, acusado de participar da invasão e depredação das sedes do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do STF.
Depoimento diz que socorro demorou e defesa pediu liberdade provisória
O relatório da Comissão de Direitos Humanos do Senado usa o depoimento de um detento que afirma que o atendimento a Clezão demorou muito.
O empresário enfrentava problemas de saúde. Com base nisso, a defesa apresentou um pedido de liberdade provisória.
Em setembro de 2023, dois meses antes da morte, a Procuradoria-Geral da República se posicionou favoravelmente ao pedido. Alexandre de Moraes não se pronunciou sobre o pedido, conforme a defesa.
Comissão envia relatório a órgãos e volta a acionar investigação
A comissão diz que Clezão começou a passar mal poucos minutos depois de relatar estado de ânimo “positivo” e mencionar trechos da Bíblia.
O colegiado enviou o relatório a órgãos no Brasil e no exterior, incluindo o Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça, o Ministério Público e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
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