STF condena Eduardo Bolsonaro e amplia pressão sobre a pré-campanha de Flávio em 2026

A condenação de Eduardo Bolsonaro pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) virou mais um motivo de pressão para o grupo bolsonarista antes da campanha presidencial de 2026. O ex-deputado contestou a decisão após o julgamento e disse não ter sido formalmente citado no processo.

Decisão do STF aumenta ruído no grupo bolsonarista às vésperas de 2026

Após o julgamento, Eduardo concedeu entrevista à jornalista Marcela Rahal no VEJA em Foco logo depois do resultado.

Na fala, ele afirmou que discorda do processo e tratou a condenação como uma medida que ele diz não poder aceitar.

Eduardo diz não ter sido citado e volta a criticar caso ligado ao Judiciário

Eduardo afirmou que não reconhece a validade do processo e que a falta de citação teria prejudicado a defesa.

Segundo a matéria, a pena citada foi de quatro anos e dois meses de prisão e a inelegibilidade de Eduardo. Ele também disse que desconhece o teor das acusações que levaram à decisão.

Na entrevista, o ex-deputado rebateu a acusação de atuar junto a autoridades americanas para pressionar o Judiciário brasileiro. Ele afirmou que, na atuação nos Estados Unidos, se limitou a denunciar o que chama de perseguições políticas.

Impacto recai na pré-campanha de Flávio e pode afetar planos futuros

O editor de Política José Benedito da Silva avaliou que os efeitos da decisão passam da situação jurídica de Eduardo e alcançam a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro.

O editor disse que Flávio visitou o irmão diversas vezes nos EUA e citou a possibilidade de Eduardo ocupar funções relevantes em um eventual governo. Ele também mencionou que a inelegibilidade inviabiliza planos eleitorais futuros e reduz as alternativas jurídicas, além de aumentar o desgaste para Flávio em meio a episódios negativos no começo da corrida.

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