Susana Higuchi rompeu com Alberto Fujimori e transformou a briga familiar em disputa pública que marcou a política do Peru. O caso volta a ganhar foco com a posse de Keiko Fujimori no próximo dia 28.
Susana Higuchi rompeu com Alberto Fujimori e levou a briga às urnas
Susana disse que, se Alberto não fosse presidente, eles teriam tido um casamento e uma família modelo.
Ela rompeu escandalosamente com o marido e tentou enfrentá-lo nas urnas, mesmo sem chegar a concorrer.
Acusação de desvio em 1992, troca como primeira-dama e renúncia em 2000
Em 1992, Susana apontou que irmãos e cunhadas de Alberto Fujimori estavam desviando donativos do Japão aos peruanos necessitados. Ela reclamou: “Só deixam os trapos”.
Depois disso, Susana passou a dar entrevistas constantes. Alberto a substituiu como primeira-dama pela filha Keiko, que tinha 19 anos.
Susana fundou um partido político e tentou se candidatar a presidente. Ela fez greve de forme e denunciou ter sido presa e torturada pela polícia secreta chefiada por Vladimiro Montesinos, após o ex-marido fechar o Congresso, num autogolpe, e depois renunciar em 2000, pressionado pelo escândalo do vídeo com Montesinos subornando um deputado de oposição.
Keiko assume no dia 28 e o passado familiar segue no centro do debate
Keiko Fujimori, que toma posse como presidente no próximo dia 28, também aparece no texto ligada às brigas com o irmão Kenji.
O artigo diz que Keiko se reconciliou com a mãe, morta em 2021, e que ela tem o dever de fazer um bom governo após ser eleita por uma pequena diferença na quarta tentativa.
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