Trens urbanos do Rio ainda levam cerca de 45% menos passageiros do que antes da pandemia

O sistema de trens urbanos do estado do Rio começou 2026 com sinais de recuperação, mas o número de passageiros ainda fica cerca de 45% abaixo do período antes da pandemia. O dado também mostra quase 50% a menos em relação ao pico de 2016.

Mesmo com alta em 2025, passageiros seguem abaixo dos níveis de 2019 e 2016

A análise olha a movimentação dos trens do Rio no início de 2026, ainda durante a gestão da antiga SuperVia, que encerrou as atividades operacionais em maio de 2026.

Depois disso, o serviço passou a ser conduzido pela TrensRJ.

Em 2016 foram 181,1 milhões de passageiros e a pandemia derrubou o total para 98 milhões em 2020

O sistema chegou ao ponto mais alto da série em 2016, com 181,1 milhões de passageiros. Em 2017 houve queda e o movimento ficou perto de 163 milhões a 164 milhões entre 2018 e 2019.

Com a pandemia, o total caiu de 164 milhões em 2019 para 98 milhões em 2020, queda de 40,3%. O texto registra ainda que o movimento recuou em 2021, teve parte das perdas recuperadas em 2022 e voltou a cair em 2023 e 2024.

Em 2025, os trens transportaram 89,5 mil passageiros, com aumento de aproximadamente 4,1 milhões, ou 4,9%, em relação a 2024. Mesmo assim, o resultado ficou mais de 45% abaixo de 2019 e mais de 50% abaixo de 2016.

Troca de acesso e gratuidade ganham peso, enquanto nova operadora enfrenta dívidas

A análise aponta mudanças na forma de acesso: os acessos via Riocard Mais saíram de 57,6% em 2019 para 73,8% em 2025. No mesmo período, o cartão pré-pago caiu de 18,9% para 3,7% e o cartão unitário caiu de 15,3% para 11,3%.

O texto também mostra crescimento da gratuidade e cita a transição para a TrensRJ com débitos da SuperVia, incluindo dívida de R$ 1,9 bilhão com o BNDES e “calote” de cerca de R$ 15 milhões com fornecedores na troca de operação.

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