Tribunal da China condena Xu Jiayin, da Evergrande, à prisão perpétua

Um tribunal chinês condenou nesta quinta-feira, 20, o fundador da Evergrande, Xu Jiayin, à prisão perpétua. A corte também multou o grupo em US$ 2,4 bilhões (R$ 12,5 bilhões), por crimes ligados a fraude financeira e ocultação de dívidas.

Evergrande vira caso-chave da crise imobiliária que segue afetando a economia chinesa

A Evergrande foi a principal empresa do setor imobiliário na China e virou um símbolo da crise imobiliária no país.

A crise ganhou força depois de décadas de rápida urbanização e de avanços nas condições de vida, mas passou a afetar a economia nacional.

Sentença cita fraude entre 2016 e 2021, perda de direitos políticos e confisco de bens

A condenação ocorreu no tribunal de Shenzhen, no sul da China. O veredito cita crimes como “fraude financeira” em larga escala para inflar artificialmente o valor dos ativos e ocultar passivos e dívidas.

O tribunal afirmou que, entre 2016 e 2021, a Evergrande e Xu Jiayin “violaram as leis nacionais” ao cometer fraude financeira contínua e em larga escala. A corte também mencionou que o grupo “obteve o controle de instituições financeiras” por meio de subornos.

Xu, de 67 anos, declarou-se culpado em abril, durante uma audiência pública. A sentença revogou os direitos políticos do fundador para o resto da vida e confiscou todos os bens pessoais.

Empresa declarou falência em 2021 e ações foram excluídas da Bolsa de Hong Kong em agosto de 2025

A Evergrande declarou falência em 2021. Três anos depois, um tribunal de Hong Kong ordenou sua liquidação.

Em agosto de 2025, as ações da Evergrande foram excluídas das negociações da Bolsa de Hong Kong.

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